segunda-feira, fevereiro 12, 2007

textos soltos

Sentou na cama olhando o livro preto e antigo de páginas amarelas. Ouvia a musica aproveitando cada palavra que ela dizia. Os detalhes na colcha eram de um tema floral esquisito que fazia com que ela procurasse outras formas com a sua mente não se conformando com o simples desenho de flores, assim como as crianças fazem com as nuvens.
Divagou sobre diversos assuntos que não tem a relevância necessária para serem escritos aqui. Olhou para o lado e observou que o copo de água que havia deixado sobre o criado mudo estava agora embaçado na parte de fora com pequenas gotinhas de água caindo nas laterais e molhando levemente a madeira. Estendeu o braço e tomou um gole daquela água gelada molhando a garganta e ensaiou alguma palavra que nunca realmente saiu de sua boca.
Encostou-se na parede colocando o travesseiro nas costas e esperando. Esperando por tudo. Esperando por nada. Ela não sabia o que era mas sabia que tinha que esperar apesar de não se conformar muito com isso. Ela entendia que tudo tinha seu tempo e que tinha de ter paciência mas mesmo assim ela ansiava e tinha a atitude ainda não conformada dos revolucionários.

*****

Não me lembro exatamente de onde surgiram as pedras mas eu sei que elas eram de alguém que não conseguia fazê-las funcionar. Assim que foram vendidas, corri ao leilão. Eu tinha que adquirir aquelas pedras.
Meu dinheiro parecia um dinheiro de brincadeira como aqueles do banco imobiliário e tinham uns valores esdrúxulos como 158 moeda seja la qual fosse. Começaram dando lances baixos pelo estojo que eu sabia conter as pedras. Nesse momento do sonho eram duas vermelhas e duas marrons. As marrons eram mais chapadas e tinham um formato estranho e meio aleatório mas elas eram grandes. As vermelhas eram duas bolas um pouco menores com uma espécie de núcleo.
Quando eu pegava as quarto nas mãos e fazia que nem com aquelas bolas japonesas que se fica mudando do lugar da mão enquanto se gira. Nesse momento as marrons eram redondas também.
Lembro que alguém começou a acompanhar meus altos lances no leilão mas no final eu acabei comprando.
Fui para a casa da vovó e lá estávamos tendo um almoço em família, na verdade era mais uma reunião e as pedras estavam no estojo sobre as plantas lá fora junto com um estojinho que tinha uma carta de Hitler, uma chave e um ?espelho?. O estojinho e a mochila (que na verdade não tinha nada dentro) eram de couro marrom e ambos estavam lá sobre as plantas como que para secar.
Foi quando lá de dentro eu vi um homem passando pelo jardim todo encapuzado feito um ninja só que a roupa dele tinha umas malhas no estilo exército. Pensei no mesmo instante que as pedras não estavam seguras e corri até lá! Meu pai estava lá fora me perguntou o que eu fazia naquele lugar e eu lhe disse das pedras. Ele me pediu que desse as pedras pra ele e assim o fiz. As pedras vermelhas estavam bem menores de tamanho e as marrons estavam grandes e na forma disforme. Ele colocou as duas marrons e uma vermelha em volta dele e me deu a outra vermelha e me disse pra eu sair dali.
Quando eu estava saindo eu vi 2 homens se aproximando e carregando armas que apontavam para o meu pai... Mesmo assim entrei na casa mas saí correndo e dei a volta saindo de novo só que pela porta da entrada e não pela porta da cozinha. Eu acho que nesse instante eu não estava mais com a pedra ou n me lembro mas meu pai estava seguro entre 2 das pedras e segurando uma vermelha em sua mão.
Suspirei aliviada mas em seguida apareceu um outro ninja e atirou nele só que as pedras levantaram um escudo energético e fizeram com que a bala sumisse. Meu pai se virou para o homem e apontou a pedra da mão pra ele soltando um raio vermelho também fazendo com que esse se desintegrasse.
Lembro me que as pedras vermelhas tinham diminuído e eu n me lembro exatamente se usei ou não a pedra que estava em minhas mãos. A partir daí, n sonhei mais.

3 Comments:

Lica said...

uhhhh.. q poder...

Pioux's said...

foi um sonho o.O

Ozzer Seimsisk said...

que sonho maluco! e divertido...