quinta-feira, dezembro 21, 2006

Ferias doce ferias!

E paft pum! Volta de lá!
Assiste os DVDS, não acabou? Acaba depois!
Corre! Arruma as malas! Arrumou?
Carro, chaves, descarrega tudo! Arruma a casa e sai.
Noite fresca, anda na pedra dura, cuidado com os pés!
Livro do Dragão.
O Mar! O mas é emoção encarnada. Ele ama, odeia e chora. Desafia todas as tentativas de registrar tal emoção com palavras e rejeita todos os grilhões. Não importa o que digamos sobre ele, sempre haverá algo que não conseguimos descrever.
Ondas. Ondas. Ondas.
Noite escura e fresca.
Núvens no céu e suas estrelas. Ao lonje a natureza mostrando que é rainha e despejando sua ira de raios sobre o mar.
Barquinhos perdidos ao longe, pobres marinheiros.
Imaginar, ler. Ler, imaginar.
Baralho.
Malas, felhar tudo, limpar areia.
casa.
Assiste DVDS

sábado, dezembro 16, 2006

Vamos conjugar o verbo...

Além da Terra, além do céu, no trampolim do sem-fim das estrelas, no rastro dos astros, na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar, até onde alcançam o pensamento e o coração, vamos!
Vamos conjugar o verbo fundamental essencial, o verbo transcendente, acima das gramáticas e do medo e da moeda e da política, o verbo sempreamar, o verbo pluriamar, razão de ser e de viver.

Carlos Drummond de Andrade.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Eu terminei de ler.
Olhei todos aqueles nomes no msn e continuei olhando sem vontade de clicar em nenhum. Queria conversar com vocês e decidir o nosso futuro.
Pensei em entrar em baixo da cama e desenhar... Um montão.
Eu gosto dessa hora da noite, meus pais estão dormindo e o único barulho que eu escuto é o barulho dos meus próprios dedos no teclado. O clima lá fora é fresco. Queria eu ter uma escada legal para poder subir sempre no telhado. Alguém quer me dar uma escada de natal?
Pensei em você uma ou duas vezes. Pois bem acho que vou para praia. Preciso de novos ares.
O ar do mar sempre me fez muito bem mas... Ultimamente eu não aguento esse calor, fico esperando cada suspiro de briza que refresque. Quero soh um tempo quieto, sem grandes agitações.
Queria ir para a antiga casa de praia e me deitar naquele chão de concreto friu que me traz tantas recordações magníficas. Brigar pela rede depois do almoço e discutir com a vovó para ela deixar que agente assista super-homem já que é muito tarde.
Baralho e.... Mágica! Hoje eu assisti o ilusionista. Queria tanto saber fazer coisas como aquelas! Arrancar suspiros e indagações. Um dia quem sabe viajo o mundo atraz disso.

Estou esperando o frio... Que raios de natal é esse o nosso no meio do verão? Onde está a neve e a lareira quentinha onde se põe os marshmallows? Pq ta todo mundo indo embora?
Fiquem por favor! Ainda não é tempo de partir. Foram tão poucos anos e ja é tudo tão distante...
Porque essa saudade toda?

Amanha eu farei meu esporte menos favorito: Comprar roupas.
Por mim uma camiseta e um shorts bastariam mas afinal algum bobo no mundo tinha que complicar as coisas.
Tudo bem.... Respirar fundo e ir em frente. Quem sabe onde chegaremos? Parados é que não vamos a lugar algum.
Desenha desenha desenha..

Boa noite a todos! Fim do primeiro ato.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

O musiquinha q nao sai da cabeca T_T

-Eye In The Sky-

Don't think sorry's easily said
Don't try turning tables instead
You've taken lots of chances before
But I ain't gonna give any more
Don't ask me
That's how it goes
'Cause part of me knows what you're thinking...

Don't say words you're gonna regret
Don't let the fire rush to your head
I've heard the accusaation before
And I ain't gonna take any more
Believe me
The sun in your eyes
Made some of the lies worth believing

I am the eye in the sky
Looking at you
I can read your mind
Iam the maker of rules
Dealing with fools
I can cheat you blind
And I don't need to see any more
To know that I can read your mind, I can read your mind

Don't leave false illusions behind
Don't cry 'cause I ain't changing my mind
Soo find another fool like before
'Cause I ain't gonna live anymore believing
Some of the lies while all of the signs are deceiving

I am the eye in the sky
Looking at you
I can read your mind
Iam the maker of rules
Dealing with fools
I can cheat you blind
And I don't need to see any more
To know that I can read your mind, I can read your mind

sexta-feira, dezembro 01, 2006

oba!

A temperatura cai aproximadamente dois graus.
Os pássaros são os primeiros a notar se aninhando nas árvores. Em seguida os outros animais....
Os homens olham para os céus preocupados com aquela massa preta: -Isso vai dar o maior trânsito. -É melhor eu apressar o passo. E correm como se se escondessem de algo.
A minha parte favorita: O vento sopra livre pra la e pra cá bagunçando os nossos cabelos e os galhos das árvores. Ele traz um ar fresco e úmido.
Cuidado minha gente! Aí vem chuva =D!

sexta-feira, novembro 24, 2006

Ponte1

Ponte 1

- Mas por que os livros estão dependurados embaixo dessa ponte pênsil?
- Porque essa é a ponte do conhecimento, a representação da passagem!
- Mas isso não faz sentido!
- Nem tudo tem que fazer sentido.
- Lógico que tem!
- Está vendo o modo como eles estão separados em seções? Cada corda prende uma seção e cada seção representa uma parte importante e imprescindível para a vida!
Wolfgang foi até o começo da ponte e puxou uma das cordas de modo que pudesse ler os títulos dos livros.
- “Abóbora”, “Chuchu”, “Coisas que não se deve fazer com um tomate”... Espera aí! Isso não está fazendo o menor sentido! Esses livros nunca seriam considerados partes importantes para a vida! Estamos perdendo tempo Max!
- Podem não ser importantes na sua vida, mas certamente na consciência em que estamos elas são extremamente importantes!
- Estamos na consciência de alguém?
- Isso mesmo! Mais precisamente, na do homem desacordado na nossa frente!
- Mas o homem sumiu!
- Isso é porque entramos na consciência dele! Quantas vezes eu vou... Arghhh, venha comigo.
Max andou sobre as primeiras tábuas da ponte e foi mostrando como a coloração das madeiras variava conforme eles iam mudando de seção.
- As primeiras tábuas são a parte relacionada com a carreira profissional. Mais adiante existem diversas seções como a de relações sociais, amorosas, morais...
- Morais?
- Sim, os valores do indivíduo.
- E por que é uma ponte e não uma biblioteca?
- Eu já lhe disse! A consciência é toda fragmentada em metáforas. A ponte é a representação da passagem da vida, enquanto o abismo embaixo dela representa o conhecimento.
- Ainda acho que organizar isso seria beeeem mais fácil em uma biblioteca!
Max não respondeu.
- Certo, e o que eu tenho que fazer aqui mesmo?
Max respirou fundo tentando restabelecer a calma e falou:
- Pela maneira de como este homem estava agindo, claramente algo foi modificado dentro de algum de seus livros de moral.
Parou a frase pensativo. Andou até uma das tábuas que representava a seção da moral e puxou a corda que segurava os livros suspensos na torre. Abriu o primeiro e começou a folhar. Logo parou em uma página diferente.Ao invés de letras pretas escritas a mão, havia letras em vermelho-sangue escritas de forma afobada por cima da página. Max puxou uma pena de suas costas e colocou-a no papel. A pena branca logo absorveu toda a tinta vermelha que estava na página.
- O seu trabalho Wolfgang, é se certificar que dentro de todos esses livros essas frases escritas em sangue sejam limpas.
-Ah! Só isso? Vocês não precisam de um anjo para isso e sim de um bibliotecário. Não existe mais nada que eu possa fazer?
-Hummm..... Na verdade.... Existe sim...

sexta-feira, novembro 10, 2006

Terra

E chegamos.
Tempo frio, arrepios na espinha. Todas aquelas pessoas que eu nunca julgaria que seriam capazes estavam agora desmoronando. Lágrimas e lágrimas e eu mesma não entendia o que estava acontecendo mas a dor dos outros me feria profundamente lá dentro. O ser humano é tão frágil.
E lágrimas caindo... Caindo em gotas na terra. Na terra e nos ombros daqueles que se apoiavam também nos ombros chorosos mas, que além de só chorarem aceitando a fragilidade do ser, também traziam palavras de consolo. Aquele consolo daqueles que mais precisam ser consolados.
A procissão começou. Passos em caminhos bem formados com pedras mau formadas. Um caminhar lento acompanhado de uma nuven de sussurros de situações distantes e cotidianas totalmente distoantes do momento mas, que de certa forma aliviavam a tensão formada pelos suspiros não suspirados e pelos olhares tristes cobertos pelas escuras lentes de vidro.
Palavras de carinho, demonstrações de aféto, olhares que encontravam olhares e que fugiam dos olhares do mundo. Agora o sentimento é permitido. Mas só um pouquinho.

E a vida continuou. O tempo esquentou e fomos embora.